Instituições de saúde

Interoperabilidade na saúde: conceito e benefícios 

7 de Maio de 2022

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A interoperabilidade tem ganhado muito espaço nos serviços de saúde e se tornou promissora nesse contexto, auxiliando profissionais a facilitarem os processos do seu dia a dia. Para que esse conceito funcione na prática, os sistemas de informação, softwares e outras tecnologias devem operar de maneira coordenada, impactando positivamente no cuidado ao paciente e na rotina dos profissionais envolvidos. 

Não é novidade que a tecnologia aplicada aos processos de saúde se tornou essencial para o melhor desfecho dos casos e na produtividade dos profissionais e satisfação dos pacientes, no entanto, pensar em recursos que se interligam e facilitam o processo assistencial só tende a trazer benefícios para todos, incluindo a gestão hospitalar. Nesse artigo vamos falar sobre interoperabilidade na saúde e como é possível agregar esse conceito ao seu dia a dia. Siga a leitura!

O que é interoperabilidade?

A interoperabilidade dos sistemas é a capacidade das ferramentas de conversarem com outros recursos tecnológicos sem a necessidade de intervenção humana. Ou seja, são sistemas operacionais que trabalham entre si, de maneira simultânea, de acordo com regras e normas em comum. 

Na saúde, a interoperabilidade permite que as soluções troquem dados sobre os pacientes, gerando informações relevantes que serão cruciais no cuidado, como por exemplo: sistemas de gestão, prontuários eletrônicos, radiologia digital, soluções de inteligência artificial aplicada a diversos processos, soluções de arquivamento de documentos, etc. 

A interoperabilidade é um conceito relativamente simples de ser entendido, mas que traz vantagens inestimáveis ao dia a dia dos profissionais de saúde, impactando nos ganhos da instituição e na experiência dos pacientes

Interoperabilidade na saúde

Benefícios da interoperabilidade

A interoperabilidade na saúde traz oportunidades de integração das soluções utilizadas com diversos sistemas que podem gerar recursos que serão um diferencial estratégico no futuro. Por isso, esse conceito traz consigo benefícios nas mais variadas áreas. 

  • Melhor uso das informações: A interoperabilidade na saúde permite utilizar e reutilizar as diferentes informações de um paciente, com perspectivas distintas, para ampliar a assistência ao usuário. Ao final do dia, a variedade, qualidade e precisão das informações obtidas resultarão em maior segurança e eficiência no tratamento prestado. Isso significa reduzir o tempo de permanência dos pacientes, prever eventos adversos, ou prestar um serviço mais ágil, por exemplo. 
  • Ganho de tempo: Com sistemas de informação que não se conversam, o profissional acaba perdendo seu tempo com processos manuais e que poderiam facilmente ser feitos por um sistema inteligente. Com a interoperabilidade dos sistemas, é possível ver todo o caso do paciente de uma só vez, direcionando seu tempo a tarefas realmente necessárias, aumentando a produtividade e melhorando a assistência.
  • Melhor comunicação: A interoperabilidade permite que as informações sobre a jornada do paciente sejam padronizadas e organizadas para que todos tenham acesso aos mesmos dados. Isso significa que a comunicação entre os profissionais pode ficar muito mais clara e ágil, reduzindo ruídos e facilitando a tomada de decisões acerca dos próximos passos do caso. 
  • Experiência do paciente: A interoperabilidade na saúde permite ainda a autonomia dos pacientes e, consequentemente, uma melhor experiência no uso dos serviços de saúde. Com maior acesso às informações do seu caso, os pacientes tendem a ter um maior comprometimento com seu tratamento. Além disso, o contexto em que os profissionais prestam essa assistência, reduzindo tempo do tratamento e com um trabalho mais fluido, impacta de forma positiva na percepção do paciente sobre o processo. 
  • Redução de custos: Analisar as variabilidades e como elas impactam no giro de leitos ou o tempo de permanência dos pacientes são ações importantes na redução dos custos hospitalares. Além disso, a interoperabilidade dos sistemas permite maior organização dos processos da instituição, reduzindo retrabalhos e aumentando a produtividade das equipes assistenciais. Isso, no final do processo, reduz perdas e pode gerar maior ganho às instituições.  

Como aplicar a interoperabilidade nas organizações?

Para que a interoperabilidade nas organizações seja realmente eficiente e organizada, primeiramente é preciso que as instituições passem por um processo de transformação digital. No exterior essa já é uma realidade dos serviços de saúde, no entanto, no Brasil, esses números ainda são baixos em diferentes setores. 

Segundo uma pesquisa, 62,5% das empresas pretendem dispor entre 10% e 30% do seu faturamento de 2021 em transformação digital. Enquanto isso, outras com maior entendimento sobre a importância desse processo, visam utilizar entre 30 e 50% dos recursos com esse fim. 

Esse é o primeiro passo dentro desse processo que envolve outras questões mais práticas: a utilização dos softwares, o treinamento das equipes e o uso adequado desses sistemas para a humanização do cuidado ao paciente. 

  • Escolha da solução: Escolher a plataforma certa talvez seja o mais desafiador. Isso implicará nos outros aspectos que impactarão nesse processo. Por isso, primeiro é preciso entender quais plataformas atendem às exigências clínicas e administrativas que são necessárias aos hospitais, e analisar suas funcionalidades, entendendo se elas são compatíveis com o sistema que a organização utiliza. 
  • Treinamentos: Treinar as equipes para a utilização dos sistemas é um ponto básico nesse processo. Sem os profissionais certos entendendo a dinamicidade dos sistemas, todo o trabalho pode ser perdido. Invista em treinamentos para sanar dúvidas e colocar conhecimentos em prática. 
  • Humanização: A humanização do cuidado nesse processo coloca em prática a compreensão dos profissionais, permitindo que a gestão entenda como a solução tem sido aplicada de fato para um melhor atendimento ao paciente. 

Sistemas que permitem essa comunicação

O bom desempenho da interoperabilidade na saúde depende da utilização correta dos recursos e das soluções disponíveis no mercado. Para isso, listamos algumas tecnologias capazes de operar dessa maneira

  • TISS: é um modelo padrão para troca de informações entre saúde suplementar e planos de saúde. Suas normas buscam a redução de desequilíbrios de informações entre planos de assistência e saúde privada.
  • HL7: Produz protocolos de transmissão de mensagens entre os equipamentos, base de dados e sistemas de gestão médicos. 
  • ERPs: Softwares de gestão que monitoram indicadores gerenciais e econômicos, relacionando contas a pagar, receber, faturamento, etc. 
  • Prontuários eletrônicos: Agregador de informações clínicas, medicamentosas, laboratoriais e radiológicas do paciente. 
  • HIS/CIS: Sistemas que avaliam a produtividade hospitalar, ambulatorial e de consultas dos profissionais de saúde. 
  • Process Mining: A solução de mineração de processos pode ser um bom caso de uso sobre interoperabilidade. Ao integrar ferramentas com ERPs, CRMs ou prontuários eletrônicos ao sistema de Process Mining é possível estabelecer regras para que os dados vindos desses sistemas sejam automaticamente mapeados e entendidos, com a finalidade de verificar a conformidade dos processos e permitir a melhoria contínua das operações. 

De forma resumida, mesmo com os desafios de implementação, a adoção da interoperabilidade nas instituições de saúde oferece uma qualidade assistencial muito grande ao paciente e melhora o desempenho dos profissionais da área.

Crescer com o auxílio da tecnologia é apenas uma das vantagens desse processo, que ainda possibilita estudar dados clínicos, administrativos e financeiros, que anteriormente demandavam um gasto muito grande de recursos humanos e financeiros.

Para saber mais sobre como é possível iniciar o processo de transformação digital na saúde e aplicar conceitos como o de interoperabilidade na sua gestão, leia nosso conteúdo especial no link abaixo.

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