Centros Oncológicos

Guia para garantir qualidade em cuidados paliativos em oncologia

12 de Abril de 2022

• Tempo de leitura: 10min

Voltar

Os cuidados paliativos em oncologia se focam em como garantir a qualidade do tratamento ao paciente, e não exatamente no tempo de duração da sua vida. Assim, oferecer uma assistência humanizada, compreensiva e que promova uma sensação de segurança e conforto ao paciente nas fases finais da sua doença faz com que ele possa viver da melhor maneira possível com seu problema. 

De forma resumida, os cuidados paliativos em oncologia focam no bem-estar do paciente e não na doença. O pensamento paliativista aceita a morte, mas não faz dela uma maneira de desistir da vida, e sim uma forma de o paciente aproveitar da melhor maneira seus últimos dias. 

Nesse processo, a qualidade da assistência, a presença da família e outros pontos são cruciais para que o paciente tenha o melhor tratamento garantido. Mas como é possível oferecer qualidade em cuidados paliativos em oncologia? O que é considerado qualidade nesse cenário? 

Nesse texto vamos abordar esses tópicos e entender como a tecnologia pode transformar 一 para melhor 一 a jornada do paciente oncológico no estágio final do seu tratamento. 

O que é qualidade em cuidados paliativos em oncologia?

Os avanços da ciência e da tecnologia aplicada à saúde permitiram a disseminação de conhecimentos a respeito do tratamento e diagnóstico dos pacientes. A forma de cuidar foi evoluindo ao longo dos anos, permitindo que os profissionais adotassem técnicas e processos para garantir um atendimento muito mais humanizado, simplificado dentro das suas complexidades e, claro, eficiente.  

Para que a segurança do paciente seja garantida e a qualidade do cuidado seja estabelecido, o relatório “Crossing the Quality Chasm: A New Health System for the 21st Century”, traduzido livremente para “Cruzando o abismo da qualidade: um novo sistema de saúde para o Século 21”, do  Institute of Medicine dos Estados Unidos, estabeleceu algumas metas para nortear a assistência nas instituições de saúde.  

Não só para garantir os cuidados paliativos em oncologia, mas em todos os atendimentos prestados, a partir dessas metas pode-se dizer que a assistência, de fato, tem qualidade. São elas:

  • Segura: a segurança do paciente deve ser a preocupação principal de todo atendimento. Tudo que deve ser feito para que o paciente não sofra danos desnecessários, estabelecendo regras de segurança e protocolos para que ele não saia da instituição com mais um problema além do que lhe causou a hospitalização.  
  • Efetiva: garantir que a assistência prestada tem como base evidências científicas, tendo certeza de que o atendimento correto está sendo feito para que o paciente alcance seus objetivos. Não cometer excessos ou faltas e pautar sempre pelo atendimento correto, conforme os protocolos.  
  • Centrada no paciente: o paciente deve ser capaz de decidir sobre qualquer intervenção durante seu tratamento. Suas dúvidas, vontades e necessidades devem sempre ser levadas em consideração pela equipe. Se existe a possibilidade de fazer diferente, a opinião do usuário deve ser ouvida para que haja a melhor tomada de decisão.  
  • Oportuna: o atendimento ao paciente deve ocorrer no tempo certo para que seus objetivos com o tratamento sejam alcançados. Perdas ou atrasos devem ser evitados, tanto pelo paciente quanto pela equipe.  
  • Eficiente: o atendimento deve ser racional, sem desperdícios ou excessos. O gasto de recursos sem necessidade faz com que a instituição perca ao mesmo tempo em que nenhum resultado é agregado ao tratamento do paciente. Deve-se evitar o uso indevido de medicamentos, equipamentos, leitos e até recursos humanos.  
  • Igualitária: a qualidade da assistência em saúde deve ser prestada de maneira igualitária a qualquer pessoa que precise de atendimento, independentemente de seu gênero, raça, idade, religião, condição econômica ou característica social ou cultural. 

Além das premissas básicas que citamos acima, para manter a qualidade nos cuidados paliativos em oncologia é preciso de recursos muito mais subjetivos: a presença da família durante o tratamento, o conforto de estar em casa na medida do possível, o cuidado espiritual, entre outros pontos que falaremos no próximo tópico.

Desafios da assistência em cuidados paliativos em oncologia 

Pensar no tratamento de pessoas fora da possibilidade de cura, por si só, já é um desafio muito grande. Esse desafio se torna ainda maior quando o cuidado inclui aspectos psicossociais, tanto relacionado ao paciente e sua família, quanto ao profissional que presta a assistência.  

No entanto, outros pontos podem prejudicar essa jornada de atendimento do paciente paliativo: problemas de comunicação com o paciente, a escolha de um cuidador entre os familiares, apego aos pacientes, falta de tempo da família ou de profissionais qualificados, etc. 

Como falamos, o tratamento em pacientes paliativos engloba diversas questões mais subjetivas e sensíveis. O trabalho do time assistencial nos cuidados paliativos em oncologia são diversos e, por esse motivo, outros desafios podem surgir ao longo do tratamento. O suporte oferecido nesse sentido pode ter vários objetivos e particularidades:  

  • Controle dos sintomas: aliviar os sintomas físicos, a dor e o estresse do tratamento, oferecendo suporte físico, emocional, mental, social e espiritual ao paciente. Isso ajuda o paciente a se sentir mais confortável com seu tratamento. 
  • Homecare e internação do paciente: Em casa ou durante a internação, a equipe deve estar envolvida no suporte do cuidado ao paciente paliativo e de sua família. 
  • Cuidado espiritual: Cada pessoa possui suas crenças e necessidades espirituais e parte dos cuidados paliativos em oncologia também passam por deixar o paciente tranquilo para que se despeça da vida de acordo com o que acredita.  
  • Contato com familiares: Manter o contato com a família informando sobre a condição do paciente, possibilitando o compartilhamento de sentimentos e também proporcionar um momento de escuta da família para que encontrem alívio. 
  • Coordenação dos cuidados: Entender se todos os aspectos que englobam o paciente estão sendo cumpridos. Certificar-se de que a equipe interdisciplinar possui as informações necessárias sobre o paciente e que sempre o paciente poderá contar com um profissional, 7 dias por semana, 24 horas por dia, mostrando que ele e sua família não estão sozinhos.  
Desafios nos cuidados paliativos em oncologia e a qualidade no atendimento ao paciente.

A garantia da qualidade nos cuidados paliativos em oncologia  

Para garantir a qualidade do atendimento prestado ao paciente é preciso ter uma equipe muito bem treinada, profissionais proativos e empáticos e uma estrutura confortável que proporcione bem-estar ao paciente. Além disso, a tecnologia, nesse sentido, pode ser a grande aliada dos profissionais durante a jornada de cuidados paliativos em oncologia no seu dia a dia de trabalho. 

Para avaliar a qualidade da assistência e evitar desperdícios, entre outros pontos, o uso de tecnologia facilita a percepção dos profissionais sobre o que vai bem e o que vai mal durante o atendimento prestado, entendendo algumas das necessidades básicas do paciente de maneira simplificada.  

A plataforma de Process Mining, por exemplo, faz um mapeamento dos processos que englobam esse tipo de cuidado para que a equipe entenda os fluxos que constroem seu dia a dia de trabalho. Além disso, a solução permite a visualização de não-conformidades com o tratamento, desvios e desperdícios de recursos, a partir de regras criadas. Dessa maneira é possível controlar os protocolos e linhas de cuidado estabelecidas para saber se tudo está seguindo conforme o planejado.  

Por meio de um kanban a equipe visualiza de forma transparente e em tempo real o que está acontecendo na instituição. Combinado a isso, de maneira prática, o profissional consegue avaliar o custo-efetividade dos cuidados paliativos em oncologia, monitorando os tempos de cuidado para entender a qualidade da assistência prestada.  

Assim, visualizando todos os processos que fazem parte desse tipo de cuidado, os centros oncológicos conseguem reduzir custos assistenciais, promover o melhor cuidado ao paciente e permitir que os profissionais otimizem seu tempo de trabalho. Com a automação dos processos a equipe assistencial pode dedicar-se a funções que realmente são necessárias e não reduzir sua produtividade com atividades repetitivas.   

Quer entender como é possível garantir a qualidade do cuidado paliativo em oncologia com o auxílio de tecnologia? Fale com um especialista da UpFlux.

Infográfico: Como garantir a segurança do paciente com uso de dados e tecnologia

New call-to-action


Postagens Relacionadas