Hospitais e Clínicas

Segurança do paciente: como a tecnologia garante o cuidado?

20 de Dezembro de 2021

• Tempo de leitura: 10min

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Você já imaginou passar pela situação de dar entrada em um hospital e, durante o seu atendimento, sofrer com algum novo problema, como infecção, fratura, ou outros, em decorrência de um atendimento mal executado? Obviamente não. Ninguém espera uma situação como essa, e é por isso que existem regras, diretrizes e protocolos de segurança do paciente, para guiar o atendimento dos profissionais de saúde e garantir o melhor e mais seguro tratamento a quem necessita de cuidados.

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No entanto, garantir que essas diretrizes de segurança do paciente sejam cumpridas não é uma tarefa simples. Além de um treinamento muito bem elaborado aos profissionais que prestam essa assistência, a gestão hospitalar também precisa criar outros mecanismos para que esse tipo de situação negativa não aconteça. 

Nesse sentido, a tecnologia surge como uma ferramenta de auxílio para que as equipes consigam gerir a jornada do paciente da melhor forma, proporcionando uma maior qualidade no atendimento e, principalmente, garantindo que o usuário do serviço saia do hospital com a máxima segurança.  

Nesse texto vamos explicar como a criação de gatilhos automatizados, estabelecidos como alertas pela gestão hospitalar, podem melhorar a experiência e segurança dos seus pacientes. Acompanhe!

6 metas internacionais de segurança do paciente

As 6 metas internacionais de segurança do paciente são protocolos básicos que guiam a prática cirúrgica e visam garantir o seguimento correto do cuidado ao paciente antes, durante e depois dos procedimentos.

A Aliança Mundial para Segurança do Paciente da OMS estabeleceu em 2005 essas 6 metas internacionais de segurança do paciente, com diretrizes que deram um norte aos hospitais para que esse tema fosse priorizado. Essa pauta, inclusive, já foram tema de um artigo publicado em nosso blog.  

De forma simplificada, as seis metas de segurança do paciente são:  

  • Identificar os pacientes corretamente, com o fim de não realizar um procedimento em pacientes errados;  
  • Melhorar a comunicação da equipe assistencial e evitar que erros de comunicação prejudiquem o paciente;  
  • Aumentar a segurança de medicações de alta vigilância, tendo cuidado na interação e intervalos de consumo;  
  • Fazer uma cirurgia segura, assegurando que o local de intervenção é o correto, conferindo se a cirurgia está sendo feita no membro ou órgão certo;  
  • Reduzir o risco de infecções, cuidando a lavagem das mãos e outros processos de higiene básicos em uma instituição de saúde;  
  • E reduzir o risco de lesões decorrentes de quedas em pacientes, sobretudo em idosos.  

Para quem acompanha esses processos de fora, pode parecer simples. No entanto, garantir que o protocolo de segurança do paciente seja assegurado é uma grande dificuldade dentro das instituições de saúde. Conforme dados da OMS, divulgados em um relatório pelo Ministério da Saúde, em países desenvolvidos, cerca de metade dos eventos adversos em centros cirúrgicos, com pacientes hospitalizados, ocorrem por questões relacionadas à assistência cirúrgica. E nos casos em que o procedimento levou a prejuízos, ao menos metade desses eventos adversos era evitável. 

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Leia o conteúdo que publicamos sobre o protocolo Multimodal

Isso significa que os princípios de segurança cirúrgica são aplicados de forma inconsistente, mesmo nos cenários mais privilegiados. Ainda segundo o relatório, as complicações pós-operatórias ocorrem em até 25% dos pacientes internados, por diversos fatores. Já a taxa de mortalidade após a cirurgia mais extensa é de 0.5 a 5%, um número muito alto

Mas de que forma os hospitais podem atuar para que esses números sejam melhorados para garantir a segurança do paciente?

Leia também o livroSegurança do paciente: conhecendo os riscos nas organizações de saúde“.

segurança do paciente

Gatilhos como auxílio à segurança do paciente

A segurança do paciente deve ser uma prioridade dentro das instituições de saúde. Por esse motivo, muitas instituições estabelecem gatilhos que servem de alerta para quando a situação do paciente não está em conformidade, afetando sua integridade e impactando diretamente na sua segurança. 

Aliado à tecnologia, esses gatilhos pré-estabelecidos se tornam essenciais nesse cenário, levando maior agilidade à equipe assistencial, que recebe o alerta e consegue observar e atender os casos em tempo real, reduzindo o risco que o paciente corre, já que sua situação será resolvida com agilidade.  

Segundo o IHI Global Trigger Tool, de 2009, determinar triggers (ou gatilhos) é uma ação necessária para medir eventos adversos e possíveis ofensores à segurança do paciente em centros cirúrgicos. Alguns deles são:  

  • Retornar à cirurgia: a reabordagem cirúrgica, planejada ou não, pode ser um evento adverso. Por exemplo, se um paciente tem um sangramento interno logo após a cirurgia e precisa de um segundo procedimento para estancar o sangue. Mesmo que a cirurgia seja exploratória, segue sendo um evento adverso.  
  • Mudança de procedimento: Depois que um procedimento é iniciado, mudar o seu rumo pode ser considerado um evento adverso. Assim, um revisor deve descobrir os detalhes e motivos pelos quais a cirurgia foi mudada.  
  • Admissão em UTI Pós-Operatória: As admissões inesperadas podem estar relacionadas a eventos adversos e, da mesma forma, um revisor deve entender o acontecido e o motivo da admissão em terapia intensiva.  
  • Ventilação mecânica superior a 24 horas pós-operatórias: a ventilação mecânica de curto prazo no pós-operatório está planejada. No entanto, se o paciente precisar de ventilação mecânica além de 24h, pode ser considerado um evento adverso, ofensor à segurança do paciente.  
  • Lesão, reparo ou remoção de órgão durante a cirurgia: A remoção de um órgão deve fazer parte do procedimento planejado ou este é um evento adverso e provavelmente o resultado de um acidente cirúrgico.  

A ocorrência de qualquer complicação cirúrgica pode ser um evento adverso, ofensor à segurança do paciente. Diversos outros casos podem ser considerados alertas ao time assistencial. Você sabe quais gatilhos são importantes de serem monitorados dentro da sua instituição de saúde? Depois que o time de gestão estabelece esses parâmetros, é possível criar regras, com auxílio de tecnologia, para receber alertas sempre que alguma situação não estiver em conformidade. É isso que vamos explicar no próximo tópico.

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Process Mining na garantia da segurança ao paciente

Nesse cenário, a tecnologia de Process Mining surge como a principal aliada para otimizar processos dentro das organizações e garantir a segurança do paciente durante seu tempo de permanência na instituição de saúde. Por meio da solução é possível criar regras que entendam os gatilhos determinados pela gestão como ofensores à segurança do paciente.  

Isso é possível com o auxílio de um kanban, que permite a visualização em tempo real de quais processos estão em conformidade e quais não estão. Dessa maneira, baseado no que foi determinado como regra, a equipe visualiza em verde os processos que estão seguindo seu fluxo normal, e em vermelho os processos que estão fora da conformidade.

Essa dinâmica de cores facilita o entendimento do profissional sobre os processos, fazendo com que ele se atenha apenas ao trabalho que realmente necessita da sua atenção, podendo deixar seguir livremente os processos que estão em pleno funcionamento.

É possível estabelecer alertas sobre um determinado tempo de permanência do paciente, já que, de acordo com a ANS, acima de sete dias de internação o paciente corre maior risco de obter infecções hospitalares. Ou ainda, é permitido também criar gatilhos sobre a necessidade de um paciente de receber sangue, algo que não estava planejado na sua chegada ao hospital. Ou seja, cada alerta será determinado pela gestão, conforme suas necessidades e também de etapa da jornada do paciente dentro do hospital.

Por meio da plataforma de Process Mining o hospital ganha 100% de transparência em seus atendimentos. Assim, o revisor consegue entender todos os casos que sofreram violações, os motivos desses erros terem acontecido e também quem foram os principais responsáveis por isso. Além disso, a visualização em kanban da solução UpFlux Process Mining permite que toda equipe assistencial, em diferentes setores, acompanhe a jornada do paciente, otimizando o tempo de atendimento em diferentes etapas.  

Em uma das lives da UpFlux, a enfermeira Natália Hoerlle apresentou como a solução suporta a criação de gatilhos para reinternação em menos de 30 dias. Note que, após uma configuração de menos de 2 minutos, a solução UpFlux compara a regra a todos os atendimentos, e evidencia ao usuário todos os casos que sofreram essa violação.

E mais do que isso, além de garantir uma ferramenta essencial para o controle da segurança do paciente, a solução de Process Mining da UpFlux atua no mapeamento de processos que ocorrem dentro da instituição de saúde, entendendo os fluxos reais do dia a dia da instituição, e também na geração de relatórios e insights sobre os pontos de melhoria dos mais variados fluxos que ocorrem diariamente dentro de um hospital.  

Quer saber como nossa plataforma funciona na prática? Baixe nosso material e saiba como a tecnologia pode ajudar você.

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