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 13 Maio, 2020

Como você monitora a jornada do paciente com dor abdominal em unidades de emergência?

dor abdominal

A dor abdominal aguda é uma queixa frequente em pacientes que procuram unidades básicas de saúde (UBS) e pronto-atendimento (PA). Apesar da frequência desta condição clínica, há uma grande variabilidade entre os atendimentos prestados. A consequência deste problema impacta diretamente na segurança do paciente e na eficiência da gestão de custos.

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O diagnóstico do paciente com dor abdominal é formado a partir da revisão da sua história clínica e do seu exame físico. Estas informações colaboram de imediato na classificação do paciente por meio de ferramentas de triagem como Manschester Triage System. Dada a classificação de gravidade, o paciente segue fluxos de atendimento diferentes.

A diferença na atividade de investigação e tratamento da dor abdominal irá gerar diferentes jornadas para esta população de pacientes. Entretanto, tempo de permanência, serviços consumidos (exames laboratoriais, exames de imagem, medicações e materiais) e desfecho são atributos do processo que devem ser gerenciados para todos pacientes.

fluxo dor abdominal

1 – Tempo de Permanência

O tempo de permanência nestas unidades de saúde impactam diretamente na eficiência dos cuidados. A atividade de triagem tem como objetivo diferenciar as linhas e os tempos de atendimento para a dor abdominal. Entretanto, falhas ao longo do atendimento provocam aumento do risco assistencial, desperdícios e insatisfações. Por isso, é fundamental que o serviço de UBS ou PA tenha um tempo limite para a tomada de decisão e conclusão do atendimento destes pacientes. Essa métrica é um importante indicador de gestão para orientar a qualidade do serviço prestado.

O fato é que gerenciar o tempo de permanência durante a jornada de atendimento é um processo complexo. Gestores de serviços geralmente monitoram estes indicadores por meio de números que não delimitam a gravidade, o diagnóstico e os serviços consumidos. A análise destas informações limitadas gera conhecimento e vantagens competitivas restritas para implementação de melhorias exponenciais.

Contudo, tecnologias atuais de mineração de processo focadas em serviços de saúde ajudam o gestor a entregar resultados mais eficientes. A perspectiva do tempo de permanência pode ser analisada a partir de um grande volume de atendimentos cruzando com as informações de gravidade, diagnóstico, responsável pelo atendimento e serviços consumidos. Estas análises de tempo de atendimento a partir de cada ponto de contato vão direcionar ações mais precisas e de fácil monitoramento.

2 – Serviços Consumidos

Os serviços consumidos pelo paciente com dor abdominal vão variar de acordo com a gravidade do quadro clínico. Grupo de medicações para alívio de sintomas, exames laboratoriais e exames de imagens são os principais grupos de consumo. A quantidade de itens prescritos pelo médico vai depender da suspeita diagnóstica e da gravidade do paciente.

O alívio de sintomas visíveis como dor, náuseas e vômitos são preocupações imediatas de toda equipe de multidisciplinar. A sistematização no uso de medicamentos para o paciente com dor abdominal colabora com a segurança, eficiência e experiência do usuário nesta jornada. O objetivo do atendimento é eliminar as queixas e avaliar a necessidade de investigação por meio de exames laboratoriais e de imagem durante o mesmo atendimento ou em sua continuidade.

Os exames laboratoriais necessários para a investigação da dor abdominal vão depender da hipótese de diagnóstico dada pelo médico. A variação no número de exames solicitados gera riscos assistenciais e ineficiências no atendimento. Estruturar kits de exames laboratoriais conforme a gravidade e o fluxo de atendimento colaboram na segurança do paciente e na redução de desperdícios.

O fato é que a investigação por meio dos exames laboratoriais pode ser somada aos exames de imagem. Os exames comumente solicitados para os pacientes com dor abdominal são; raio-x, ultrassonografia e tomografia. Não vamos nos deter aqui em quais exames são mais ou menos específicos para a investigação. Cabe ao profissional médico dominar a habilidade de qual recurso utilizar.

Monitorar o consumo destes recursos é fundamental para um gestor que conta com os serviços de apoio de laboratório e imagem em sua estrutura. Mas as informações disponíveis são limitadas a número e tipo de exames solicitados. Este indicador isolado contribui pouco com a gestão do serviço ou da linha de cuidado de atendimento à dor abdominal.

Analisar os recursos utilizados de medicações, exames laboratórios e exames de imagem é dever tanto de gestores de serviços públicos quanto privados. Assim, o processo de coleta e análise destes dados deve ser integrado aos sistemas de prontuário eletrônico do paciente. O rastreamento dos eventos de registro de atendimento em sistemas médicos permite uma análise mais precisa e rápida.

Ferramentas de mineração de processos podem ser conectadas aos sistemas de registros do atendimento do paciente. A partir desta conexão, o processo de descoberta, análise e enriquecimento das informações da jornada do paciente com dor abdominal se torna uma atividade simples. Apoiado por estas informações o gestor de UBS e PA atuará com precisão sobre os gaps ou gargalhos da linha de cuidado de dor abdominal.

3 – Analisar Desfechos

Os desfechos de alta e internação hospitalar para tratamento clínico ou cirúrgico são pontos de atenção para o paciente com dor abdominal. As UBS e PA trabalham com grandes volumes de atendimento mês e a análise destes desfechos é conduzida a partir de uma macro visão. Os indicadores de volumetria, perfil epidemiológico, taxa de conversão dos atendimentos para internação, retorno ao pronto atendimento são monitorados regularmente. Contudo, detalhar estas análises tanto para a população de pacientes com dor abdominal ou outra específica e um desafio.

Vivemos tempos de atenção crescente sobre os modelos de remuneração baseados em valor. Hospitais públicos, privados e operadoras de saúde já entenderam que o modelo de assistência à saúde baseado na medicina curativa de unidades de emergência é falível para todo o sistema. Pois modelos de remuneração baseados em pagamento por volume de procedimento ou fee for service é um risco iminente. A estratégia para mitigar este risco é monitorar a eficiência da linha de cuidado de dor abdominal em toda a sua jornada. Tecnologias de mineração de processos podem colaborar com a criação de modelos de referência que vão identificar de forma automatizada violações no protocolo proposto.

Analisar as violações identificadas durante a jornada de cuidado do paciente podem acelerar as intervenções junto a equipe multidisciplinar. A automatização da atividade de mapear e identificar gaps no fluxo de atendimento dão maior liberdade ao gestor para focar na implementação de melhorias.

Concluímos que gerenciar a linha de cuidado para atendimento da dor abdominal é um grande benefício ao paciente e todos os envolvidos na rede de cuidados. Monitorar e reduzir o tempo de permanência, sistematizar os serviços consumidos por gravidade e aprimorar os desfechos impacta diretamente na segurança do paciente eficiência do cuidados prestados.


Autor: UPFLUX

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