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Saúde

 10 Novembro, 2020

Arritmia Cardíaca: Quais as 3 formas de tratamento

Arritmia cardíaca

Também conhecidas como disritmia, as arritmias cardíacas são doenças cardiovasculares relacionadas a modificação nas batidas do coração. São decorrentes de uma alteração na condução ou estímulo elétrico, e pode ser considerada um sintoma de algum problema físico ou psicológico do indivíduo.

Um coração sadio possui, normalmente, de 50 a 90 batidas por minuto, e a arritmia pode acontecer de 2 formas: taquicardia, quando o ritmo é acelerado, e bradicardia, quando a cadência é lenta. É importante deixar claro que nem sempre uma arritmia é maligna. Quando benigna, causa apenas desconforto, ocorrendo normalmente na parte superior do coração (átrios). E quando maligna, a doença causa uma incapacidade do coração para bombear sangue e distribuir para o corpo, podendo levar ao infarto. Nesse caso, ocorrem geralmente na parte inferior do coração (ventrículos).

O tipo mais comum de arritmia cardíaca é a fibrilação atrial, quando ocorre um bombeamento desregulado entre os dois átrios do coração, podendo formar coágulos de sangue em suas paredes. Esses coágulos podem se desprender dos átrios e entrar na corrente sanguínea, podendo chegar em qualquer parte do corpo. Se chegar ao cérebro, o coágulo pode obstruir uma artéria e causar o AVC isquêmico. Clique aqui para saber mais sobre o AVC.

A arritmia cardíaca é uma doença que mesmo podendo em alguns casos ser benigna, quando não diagnosticada e tratada corretamente, pode provocar parada cardíaca, doenças no coração e a morte súbita, ocorrendo de forma instantânea e inesperada, causada pela perda função do músculo cardíaco. Para saber mais sobre morte súbita, clique aqui.

 

SINTOMAS

Entre os principais sintomas da arritmia cardíaca, estão:

  • Palpitação no coração;
  • Dores no peito;
  • Excesso de suor;
  • Queda de pressão;
  • Fadiga;
  • Falta de ar;
  • Desmaio súbito;
  • Enjoos e vertigem;
  • Ansiedade;
  • Palidez;

 

FATORES DE RISCO

Entre os fatores de risco, os mais comuns são o consumo excessivo de álcool, tabagismo, drogas e medicamentos. Estudos mostram também que a exposição à poluição do ar pode causar de forma rápida a arritmia. Outros fatores são:

  • Estresse: em nível elevado, pode causar maior propensão a arritmias como fibrilação atrial.
  • Diabetes: pessoas com diabetes possuem mais chances de desenvolver a doença, levando ao infarto ou derrames. O risco é ainda maior para quem toma medicamentos.
  • Hipertensão: quem tem pressão alta possui maiores riscos de desenvolver doenças cardíacas. Pessoas que possuem a pressão acima de 12 por 8, precisam de tratamento adequado e acompanhamento médico.

 

PREVENÇÃO

A melhor forma de prevenir as arritmias cardíacas é evitar o desenvolvimento dos fatores de risco. Devemos controlar a pressão arterial, obesidade, manter uma alimentação saudável e praticar atividades físicas. O consumo excessivo de café, chocolate, refrigerante e bebidas alcóolicas afeta diretamente o sistema nervoso e o coração. Em alguns casos, é liberado o consumo de 1 copo (300ml) por dia de cafeína. Alimentos que contém ômega 3 e 6 são indicados na prevenção de arritmia, como nozes, castanhas, milho, soja e peixes. Lembramos que é indispensável o acompanhamento de um profissional, tendo em vista que cada organismo responde de uma maneira diferente a sua alimentação.

Outro método importante para prevenção é a atividade física leve. Recomendamos a prática para quem é sedentário e quer prevenir a doença.  A análise dos exercícios que serão praticados deverá ser feita por um profissional, que avaliará as condições do paciente.

 

TRATAMENTO

As alternativas de tratamento variam conforme o tipo de arritmia, frequência e gravidade. Citamos abaixo 3 formas de tratamento que podem controlar e curar alguns tipos de arritmia.

MEDICAMENTOS

Medicações antiarrítmicas não possuem o objetivo de curar a doença, e sim controlá-la. Alguns medicamentos são usados para converter a arritmia em um ritmo normal, outros controlam a frequência cardíaca e alguns podem diminuir a formação de coágulos no coração. Uma vez sem a medicação, a arritmia pode voltar a aparecer. 

O grande problema no uso de medicações é a chance de desenvolvimento de efeitos colaterais, sendo que quanto maior o tempo de uso, maior o risco de desenvolver problemas em outros lugares do corpo. Estudos mostram que alguns medicamentos para arritmia podem provocar outros tipos de arritmias ainda mais graves. Uma das medicamentos mais comuns é a Amiodarona, usada em pacientes que possuem arritmias ventriculares e fibrilação atrial, que pode causar danos aos pulmões e a tireoide. Outra medicação comum é a Propafenona, que pode transformar uma fibrilação atrial em um Flutter de alta frequência cardíaca e não pode ser recomendada para pacientes com doenças cardíacas, por conta do risco aumentado de morte súbita.

Mas por que isso acontece? A arritmia impacta uma área específica do coração, mas a medicação não pode identificar o local. Dessa forma, ela age em todo o organismo, podendo causar efeitos colaterais.

Há alternativas? Sim, a ablação.

ABLAÇÃO POR RADIOFREQUÊNCIA

A ablação é um procedimento minimamente invasivo que cura definitivamente a maior parte das arritmias. Sob anestesia, é introduzido um cateter (um tubo longo e fino, controlado de fora pela equipe médica) através da veia do paciente e conduzido até o coração, onde os focos de arritmia são identificados e eliminados através da radiofrequência. É um tratamento indolor e o procedimento tem uma duração de 2-3 horas. Após a operação, é realizado um curativo na veia da virilha, local de introdução do cateter, e não são necessários pontos. Em contexto geral, a volta as atividades diárias normais ocorre em uma semana.

MARCA-PASSO

Os marca-passos são dispositivos automatizados que controlam o ritmo cardíaco em pacientes cujo marca-passo natural não funciona corretamente. Estes microcomputadores possuem uma bateria interna que dura, aproximadamente, 10 anos. Ele sente a atividade elétrica do coração através de cabos e mantêm a frequência cardíaca, diminuindo a bradicardia. A operação de inserção do aparelho acontece mediante anestesia geral ou sedação e anestesia, e o procedimento leva em torno de 1-2 horas.

A alta ocorre no mesmo dia ou no seguinte, dependendo da situação do paciente. No primeiro mês de uso, geralmente, os médicos pedem para que o paciente com marca-passo não dirija veículos, não levante mais que 5kg e não mexa no local onde o aparelho está. A recomendação de evitar locais que possuam campo magnético é geral, mas dependendo da situação específica de cada paciente, as recomendações podem divergir, como a prática de esportes e ir à praia.

 

Se você possui os sintomas de arritmia cardíaca, procure um cardiologista para analisar a sua situação e te recomende um tratamento correto.

 

JORNADA DO PACIENTE

A jornada do paciente com arritmia cardíaca é complexa, levando a variabilidades no processo e desvios dos fluxos do protocolo, ou seja, os processos de cuidado do paciente desviam do caminho padronizado. Etapas de diagnóstico e tratamento podem não ser monitoradas de forma eficaz pela equipe multidisciplinar, impedindo a análise assertiva dessa jornada e dificultando a tomada de decisão em alguns casos. A ferramenta UpFlux usa inteligência artificial para descobrir como os processos estão de fato acontecendo, permitindo a diminuição destes desvios e gerando maior eficiência operacional.

Quer conhecer a plataforma UpFlux? Entre em contato e fale com um dos nossos especialistas!


Autor: UPFLUX

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