Instituições de saúde

Triagem hospitalar: como coordenar o atendimento ao paciente

25 de Julho de 2022

• Tempo de leitura: 5 min

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A triagem hospitalar é um dos processos mais importantes de um Pronto Atendimento. É por meio da classificação feita nas unidades de saúde no momento da chegada do paciente que os profissionais conseguem entender qual seu grau de urgência e dar o melhor suporte ao seu caso. 

O objetivo principal da triagem hospitalar é agilizar o atendimento e otimizar recursos do hospital, fazendo com que os profissionais ganhem tempo e os pacientes ganhem qualidade durante sua passagem pela instituição. Isso ajuda na redução de filas de espera e na superlotação desses espaços.

Muitos Pronto Atendimentos usam seu próprio processo de triagem hospitalar para classificar os pacientes, no entanto, o Protocolo de Manchester é o mais comumente seguido para dar organização ao atendimento hospitalar. 

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Neste artigo vamos falar sobre a importância de uma triagem hospitalar coordenada, sobre como o Protocolo de Manchester é crucial nesse cenário e como a tecnologia pode ser um divisor de águas para a melhoria de processos. Acompanhe no decorrer do texto! 

O que é protocolo de Manchester? 

O protocolo de Manchester é uma metodologia adotada para facilitar a triagem de pacientes, fazendo uma classificação de risco de acordo com cores de pulseiras, permitindo que casos mais graves sejam atendidos em um menor período de tempo. Assim, o Protocolo de Manchester adotado pelos hospitais utiliza as cores azul, verde, amarelo, laranja e vermelho para organizar a espera dos pacientes. 

triagem hospitalar

Normalmente o paciente chega ao Pronto Atendimento em um caso agudo. Mas isso não significa, necessariamente, que seu caso seja mais grave que outros. Por isso, a triagem hospitalar feita a partir do Protocolo de Manchester se estrutura da seguinte maneira: 

  • Azul: Significa que o caso do paciente não é urgente e seu atendimento pode ocorrer em até 240 minutos ou ser encaminhado para outros serviços de saúde.
  • Verde: Quer dizer que o caso é pouco urgente. Isso significa que o atendimento pode acontecer em até 120 minutos, ou que o paciente pode ser encaminhado para outro serviço de saúde. 
  • Amarelo: Significa que o caso é urgente e demonstra que o paciente precisa de um atendimento rápido, mas pode aguardar. O atendimento acontece em até 60 minutos.
  • Laranja: Demonstra que o caso é muito urgente e o atendimento deve ser feito em até 10 minutos
  • Vermelho: Significa uma emergência e demonstra que o paciente requer atendimento imediato.  

Mas para que o profissional chegue a essa classificação, antes ele faz uma avaliação do caso do paciente. O ideal é que essa análise dure, no máximo, de 3 a 4 minutos. Para isso, o profissional faz uma aferição dos sinais vitais, a identificação dos sintomas, entendendo a principal queixa do paciente e fazendo uma série de perguntas para, por fim, fazer a classificação de risco na triagem hospitalar. 

Leia também: Como gerenciar o Lead Time no Pronto Atendimento

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As vantagens de uma triagem hospitalar coordenada

A organização da triagem hospitalar garante, antes de tudo, a segurança do paciente. Mas para além disso, estabelecer protocolos e padronizações geram benefícios em diversos outros pontos essenciais para a sustentabilidade de um Pronto Atendimento. 

  • Melhore o NPS dos pacientes: os pacientes podem ser detratores ou promotores da sua instituição. E para que essa experiência seja a melhor possível e ele saia com uma boa impressão, seu atendimento precisa ser positivo desde o início. A organização da triagem hospitalar, nesse cenário, garante que seu paciente saia muito mais satisfeito, já que impacta em redução de tempo e otimização de atendimento. 
  • Garanta um atendimento seguro: A classificação de risco feita da forma correta permite que o paciente tenha o atendimento necessário, no momento em que ele precisa. Ou seja, se a triagem hospitalar for coordenada, o paciente tem a garantia de que terá um atendimento correto, seguro e de acordo com o seu problema. 
  • Reduza problemas organizacionais: Um Pronto Atendimento pode ser um cenário caótico. Assim, com fluxos de triagem hospitalar padronizados os profissionais ganham produtividade, reduzindo o uso incorreto de recursos, humanos ou materiais, melhorando a tomada de decisões e tornando o ambiente de trabalho mais positivo e organizado. 
  • Reduza fatalidades: O erro de classificação e, consequentemente, o aumento do tempo de espera de um paciente em estado de emergência pode ser fatal. Estabelecer os processos certos de triagem hospitalar permite que você reduza esses casos. 

Leia também: Pesquisa de satisfação de pacientes: o que eles pensam de você?

Uso de tecnologia na triagem de pacientes

Como falamos, o Pronto Atendimento de um hospital pode ser caótico. Se os processos não forem bem coordenados, muitos erros tendem a acontecer e prejudicar a reputação da instituição e a segurança dos usuários. No entanto, contar com processos manuais pode não ser o ideal e nem o mais seguro. 

Humanos erram, e isso é totalmente normal. Vamos supor que um paciente chegue ao Pronto Atendimento com cefaleia e tontura. Analisando o caso, o enfermeiro responsável dá a ele uma pulseira azul. No entanto, o paciente já esteve na instituição mais de três vezes com o mesmo sintoma em um curto espaço de tempo e, na verdade, seu caso se trata de um AVC. 

Esse caso poderia ser agilizado e melhor entendido com o uso de tecnologia. Ao analisar a jornada do paciente, as soluções tecnológicas ajudam a obter informações que a mente humana não é capaz de lembrar. O uso de tecnologia na triagem hospitalar permite que, além da análise da jornada do paciente, seja possível reduzir o tempo entre os processos, fazer uma análise dos insumos e tomar decisões baseadas em dados concretos, como a liberação de uma sala para o início de uma cirurgia de emergência, por exemplo. 

Ou seja, a tecnologia acelera a triagem hospitalar, otimizando a captação de dados, permitindo que melhores decisões sejam tomadas e reduzindo erros humanos. Isso leva segurança aos pacientes, melhorando a experiência dos usuários e garantindo mais bem-estar aos profissionais em seu dia a dia de trabalho. 

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O que podemos concluir? 

Uma triagem hospitalar realizada de forma coordenada tem o poder de transformar a experiência do paciente e otimizar dezenas de processos de um Pronto Atendimento. Além disso, agregar inteligência e tecnologia aos processos cotidianos pode ser trabalhoso mas, sem dúvidas, é muito vantajoso. 

Otimização do uso de recursos, melhorias de processos e da assistência prestada são apenas algumas das vantagens da utilização da tecnologia na triagem hospitalar. Conhecer novas tecnologias e pensar sobre a aplicação delas no seu Pronto Atendimento pode ser um ótimo começo. Clique aqui e dê seus próximos passos rumo à transformação digital do seu PA.

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