Instituições de saúde

Medicina do futuro: o que ainda falta para chegarmos lá?

26 de Maio de 2022

• Tempo de leitura: 7min

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Em diversas publicações por aqui falamos sobre a medicina do futuro, as tendências e ações necessárias para alcançar uma atuação mais tecnológica e automatizada. Em alguns posts você pode perceber isso: Inteligência artificial, tecnologia na saúde e transformação digital.  

Nestes artigos citamos a importância da implementação de inovações tecnológicas na saúde e pautamos como algumas delas têm impactado positivamente nesse cenário. Mas como é possível dar o primeiro passo rumo à transformação digital? Como as organizações de saúde conseguem compreender que essa é uma necessidade nesse novo momento que vivemos, e não apenas tendências passageiras? 

Uma pesquisa recente mostrou que o investimento em tecnologia na América Latina pode chegar a R$10 bilhões até o final deste ano. Isso significa que as empresas estão de olho em adquirir soluções que já contam com uma inteligência para otimizar o dia a dia de trabalho. A expectativa, nesse cenário, é que o gasto com a aplicação dessas tecnologias seja ainda maior.  

Sem dúvidas a Internet das Coisas, a Inteligência Artificial, o Aprendizado de Máquina, a Telemedicina e outras tantas inovações serão essenciais. Aprender sobre elas e entender sua importância é crucial para a medicina do futuro. Mas precisamos também lembrar que o mercado de saúde é feito por pessoas e para pessoas. E se as tecnologias não são úteis a elas, nada disso faz sentido.

Nesse artigo vamos falar sobre as tendências em tecnologia na medicina do futuro, em como esses avanços irão impactar a vida das pessoas e o que ainda falta para chegarmos a um cenário onde realmente serão acessíveis e benéficas a todos os envolvidos. Continue sua leitura! 

As tecnologias na medicina do futuro

Ok, talvez iremos citar a seguir algumas tecnologias que serão importantes na medicina do futuro e você irá pensar: “muitas dessas soluções já estão plenamente disponíveis no mercado, não?”. Sim, estão. E com frequência surgem inovações que revolucionam os processos de saúde. Mas hoje queremos fazer uma provocação diferente: você sabe com clareza para que servem essas tecnologias?

  • ERPs: Se seu estoque não é muito bem controlado, ou se não há automatização do atendimento e registro dos pacientes, um ERP pode ser uma solução. Um bom ERP consegue verificar registros, rastrear dados e promover um controle sobre as informações para que a instituição consiga se organizar melhor. 
  • Process Mining: A tecnologia extrai informações e dados de ERPs, CRMs e Prontuários Eletrônicos para identificar ineficiências como desperdícios, gargalos e retrabalhos ao longo da jornada do paciente, por exemplo. Se você possui uma taxa de mortalidade muito grande em uma linha de cuidado específica, por exemplo, pode entender a causa raiz desse problema por meio de um mapeamento de processos e receber insights para tomar decisões que solucionarão esse desafios. Soluções de Process Mining funcionam como uma conexão entre diversos sistemas utilizados pelo hospital, para prover transparência e agilidade para a resolução de problemas.
  • Internet das coisas: Se você possui pacientes que precisam de cuidados constantemente, como os pacientes crônicos, a internet das coisas permite que dispositivos e equipamentos se conectem e coletem dados dos pacientes, permitindo uma visão mais ampla dos problemas como monitoramento de glicose, temperatura, ou ainda ter o controle remoto do transporte de vacinas e medicamentos. Assim sua equipe pode controlar, por meio de um sistema, dados sobre a saúde do paciente mesmo que ele não visite com recorrência sua instituição, por exemplo. 
  • Computação em nuvem: Papéis, registros de pacientes, controle manual de estoques e medicamentos. Tudo isso ficou no passado. Na medicina do futuro o armazenamento em nuvem substitui o armazenamento físico de informações e dados dos pacientes, eliminando também o uso de servidores.  
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Outras tecnologias como big data, machine learning ou inteligência artificial, por exemplo, são inteligências acopladas a muitas dessas soluções. Ou seja, termos e conceitos complexos, mas que podem ser facilmente aplicados no dia a dia das instituições de saúde com propósitos muito claros: organizar processos, eliminar registros físicos, automatizar trabalhos que não precisam ser feitos manualmente, reduzir a mortalidade de pacientes com auxílio dos dados e promover um cuidado muito mais simplificado e efetivo. 

Agora, você sabe como dar o primeiro passo para implementá-las?

Como alcançar a medicina do futuro? 

Além de implementar tecnologias no dia a dia das organizações, saber como dar os primeiros passos para promover um cuidado mais centrado no paciente e com maior qualidade de trabalho para os profissionais é o mais importante. Focado nisso, primeiro, é preciso pensar nas pessoas e como elas irão trabalhar para chegarmos à medicina do futuro

O que ainda falta para alcançar esse patamar não são as inovações tecnológicas, mas sim um pensamento mais data driven por parte de gestores e profissionais de saúde. Os dados possuem riquezas de informações que podem revolucionar o cuidado ao paciente. Por esse motivo, contar com eles para reduzir os altos tempos de permanência, melhorar o giro de leitos e controlar eventos adversos, por exemplo, é crucial. No entanto, sem um suporte humano para fazer valer toda essa inteligência tecnológica, nada seria possível. 

Por isso, listamos três maneiras de iniciar esse processo de transformação digital para chegar à medicina do futuro. 

Ter um pensamento data driven 

O primeiro passo rumo à medicina do futuro é a mudança de mindset e cultura organizacional. Para implementar novas tecnologias em um time, primeiramente é preciso fazer com que essa equipe entenda os motivos pelos quais ela utiliza essas soluções. Ou seja, é necessário ter um olhar menos conservador sobre a inovação e reconhecer que mudanças chegam para proporcionar um cuidado mais otimizado ao paciente. A medicina do futuro é focada nessa experiência. Por isso, primeiramente é necessário pensar e prever cada ação, entendendo como isso impactará no seu cuidado.

Focar na entrega de valor 

As necessidades dos pacientes mudam através do tempo e, com essa mudança, vem novas demandas e um usuário muito mais exigente. Por isso, entender as suas necessidades e anseios é um dos caminhos para chegar à medicina do futuro. Isso porque, quando entendemos as prioridades dos pacientes, entendemos também que precisamos procurar novas formas de resolvê-las.

Focar na entrega de valor, garantindo o melhor cuidado ao menor custo, gera confiança no atendimento, melhora a experiência do paciente, otimiza a gestão de custos da organização e permite que a equipe assistencial se torne muito mais proativa na busca por soluções que realmente serão aplicadas e benéficas para o cuidado do usuário. 

Falamos sobre este tema durante o Process Mining Day: Saúde em Foco. Nossos convidados Breno Duarte, Diretor Executivo da Grupo IAG; Marcelo Dallagassa, Especialista em Tecnologias em Saúde da Unimed Paraná; e Roberto Gordilho, CEO da GesSaúde, fizeram explanações muito pertinentes sobre o assunto. Confira no vídeo. 

Estar atento às tendências 

Nem todas as soluções tecnológicas servirão para a sua instituição de saúde. Mas é importante estar aberto e antenado nas novidades do mercado. Às vezes, uma simples solução, fácil de ser implementada e entendida, pode revolucionar a compreensão e atuação sobre a jornada do paciente, melhorando o cuidado e garantindo um trabalho muito mais organizado e eficiente. 

Isso deve fazer parte de um alinhamento estratégico, sempre pautado pelo entendimento de ferramentas do mercado que podem agregar mais qualidade ao dia a dia das instituições. Afinal, a implementação de uma solução eficiente, além de reduzir os problemas assistenciais que você enfrenta, ainda pode acabar “se pagando”, reduzindo custos e, até mesmo, gerando ganhos. 

Como falamos, sem pensar nas pessoas não é possível chegar à medicina do futuro. Sem pensar na entrega de valor e entender como cada solução impactará no dia a dia de profissionais, gestores e pacientes, nada disso é necessário. Para que cada implementação valha a pena, primeiro precisamos entender o ganho dessas aplicações e, aí sim, iniciarmos a busca por soluções que serão decisivas no melhor cuidado ao paciente. 

Leia nosso artigo especial sobre transformação digital, conheça 5 soluções essencial para as instituições de saúde e entenda porque começar com Process Mining pode ser um grande passo para chegar à medicina do futuro. 

Transformação digital na medicina do futuro

Ou ainda, acesse nossa página sobre Process Mining e entenda o poder dessa solução na otimização de processos hospitalares. Para saber mais, basta clicar no botão abaixo.

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