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Faturamento hospitalar: como otimizar o retorno financeiro?

Como otimizar o faturamento hospitalar

A pandemia de Covid-19 acarretou um impacto muito grande e negativo para os centros cirúrgicos: a queda do faturamento hospitalar. Os centros cirúrgicos representam uma grande parte do faturamento das instituições de saúde e, por esse motivo, ineficiências ao longo de toda a jornada cirúrgica impactam na experiência do paciente e retorno financeiro. 

Segundo o Portal do Conselho Federal de Medicina, o Brasil teve quase 3 milhões de cirurgias canceladas em razão da pandemia. Isso impactou não só a realização de procedimentos mais simples, como catarata, hérnia, vesícula, varizes e postectomia, que foram os mais afetados, mas também as cirurgias de maior complexidade, que geram maior retorno financeiro para os hospitais.  

No entanto, o cancelamento de procedimentos de grande porte não é a única causa de problemas no faturamento hospitalar. A baixa ocupação dos centros cirúrgicos, o longo tempo de permanência, a alta variabilidade entre procedimentos e as glosas por parte das operadoras também tendem a impactar nos custos e gerar uma grande dor de cabeça ao gestor hospitalar.  

Continue lendo o artigo e entenda como identificar a causa raiz do baixo faturamento hospitalar e dos alto custo da sua instituição.

O que impacta no faturamento hospitalar?

Para chegar a um nível de qualidade e excelência no faturamento hospitalar é preciso contar com uma estrutura adequada e em pleno funcionamento do centro cirúrgico, já que esse é um setor essencial para o cumprimento da meta financeira de toda a instituição. 

Além de recursos humanos e estruturais, a inovação e o uso de tecnologia na saúde tendem a ser grandes aliados no processo de melhoria. Dessa forma, pensar em ações de gestão para aumentar a eficiência desse setor é essencial. Com dados e informações precisas à mão, a tomada de decisão estratégica fica simplificada e inteligente.  

Mas para alcançar a eficiência operacional e melhorar o faturamento hospitalar, primeiro é preciso entender e superar alguns desafios que impactam diariamente na gestão dos hospitais e em seus custos.

Alto tempo de permanência hospitalar

O leito hospitalar dever ser entendido como um recurso complexo, caro e que deve ser utilizado de maneira apropriada. Isso significa que o tempo de permanência hospitalar precisa ser muito bem gerenciado para que nenhum desperdício aconteça. O período de internação do paciente é um indicador essencial para entender o giro de leitos. 

De modo geral, o tempo de permanência prolongado do paciente é um indicativo que existem falhas graves no processo, que impactam nos custos e na segurança do paciente. Segundo a ANS, a média de permanência em hospitais acima de sete dias está diretamente relacionada ao aumento do risco de infecções.   

Isso, sem dúvidas, impacta no faturamento hospitalar, já que o paciente utiliza mais medicamentos durante o período em que está internado, além de correr o risco de infecções, que irão gerar mais custos com um novo tratamento. A rotatividade de leitos também fica comprometida, fazendo com que outros procedimentos importantes fiquem represados.

Glosas e atrasos da operadora

De acordo com a ANS, o prazo para que as operadoras de saúde autorizem ou não um procedimento é de até 21 dias. No entanto, por falhas nos processos, tanto do hospital quanto da operadora, esse SLA não é cumprido. Isso significa que a melhoria de alguns fluxos hospitalares, antes do envio do requerimento à operadora, poderia facilitar e agilizar o processo de autorização.  

Cirurgias eletivas e emergenciais possuem diferenças em seus tempos e fluxos de autorização, naturalmente. Entretanto, enquanto uma cirurgia eletiva passa por todo o processo pré-cirúrgico, com validação de exames e pedidos, a emergencial passa pela verificação de materiais utilizados ou desperdiçados. 

Isso significa, em ambos os casos, que se os processos de pedidos de exames comprobatórios e a utilização de recursos fossem feitas de maneira ordenada, com controle de processos, o tempo de autorização das operadoras seria menor, assim como o número de glosas. 

A quebra desse fluxo normal de autorizações gera perdas financeiras que causam problemas aos cofres das organizações e impacta no faturamento hospitalar. E isso acontece, geralmente, por inconformidades no processo cirúrgico, evitando desperdícios e desvios, e também antes que ele aconteça, no agendamento e na padronização de pedidos indevidos que fazem com que os procedimentos represados.

Baixa ocupação de leitos cirúrgicos

Em muitas instituições ter uma alta ocupação não significa, necessariamente, que seu fluxo cirúrgico é eficiente. Em muitos casos é possível que um centro cirúrgico esteja, sim, totalmente ocupado, mas não tenha entregado o número de procedimentos de acordo com a sua capacidade.   

Um levantamento recente feito em 112 hospitais públicos e privados indicou que nos seis primeiros meses do ano, 75% dos hospitais analisados realizaram menos de três cirurgias diárias por sala. A ocupação do centro ainda representa um grande desafio já que, ao contrário das unidades de internação, os centros cirúrgicos não costumam agendar procedimentos após as 19 horas. 

Segundo pesquisas administrativas, o número ideal de procedimentos por sala é de 100 cirurgias mensais. Um centro cirúrgico possui um custo fixo, ou seja, se essas taxas de excelência não são batidas, significa que o centro cirúrgico possui uma capacidade instalada que gera um custo hospitalar desnecessário, já que não é utilizada. Isso impacta fortemente o faturamento hospitalar. Quantas cirurgias o seu centro cirúrgico tem feito normalmente nesse período?

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Alta variabilidade entre procedimentos

A alta variabilidade entre diferentes procedimentos é um grande problema que impacta no faturamento hospitalar e ainda é uma questão que causa muitos prejuízos e instabilidades nos fluxos de uma instituição de saúde. Em alguns procedimentos a variabilidade no atendimento e no valor final da cirurgia podem ser muito grandes. 

A falta de um padrão nos protocolos de atendimento dos hospitais é uma das maiores causas da variabilidade no cuidado ao paciente. No entanto, essa instabilidade também pode ser normal, em alguns casos, já que um paciente demanda de mais cuidados e medicamentos que outros, por exemplo. Analisar e acompanhar caso a caso, analisando separadamente a jornada do paciente, é a forma mais eficiente de entender se as variabilidades são normais, ou decorrentes de ineficiências e desvios no atendimento.

Cirurgias de baixa complexidade 

Um centro cirúrgico possui um custo alto e fixo, mas muitas vezes ele não se paga. Um estudo feito pela Planisa mostrou um dado importante sobre esses gastos: a média do custo/hora dos centros cirúrgicos é de R$783. Ou seja, um valor elevado e fixo, mesmo que haja ou não utilização das salas cirúrgicas para a realização de algum atendimento.  

Isso quer dizer, se um centro cirúrgico possui um custo fixo e alto, significa que ele precisa ter procedimentos que supram essa necessidade e que também gerem lucros. Muitas vezes os hospitais optam por fazer procedimentos menores para ocupar uma sala cirúrgica com uma cirurgia que poderia ser laboratorial. 

No entanto, os procedimentos de baixa complexidade muitas vezes conseguem apenas pagar a operação, mas não gera nenhum resultado a mais, um lucro baixo e um tempo gasto que poderiam ser revertidos pra outra cirurgia de maior porte, melhorando o desempenho do faturamento hospitalar.

Como descobrir a causa raiz dos problemas

Muitos dos desafios enfrentados no fluxo cirúrgico que resultam em um baixo faturamento hospitalar poderiam ser resolvidos de maneira simplificada a partir da inteligência de processos. Mas, para superar os problemas que impactam o dia a dia de um centro cirúrgico, existem soluções tecnológicas que garantem fluxos mais eficientes para tornar a jornada produtiva e garantir a segurança ao paciente. 

Nesse sentido, de diferentes modos, a plataforma da UpFlux colabora com a constante otimização do fluxo cirúrgico, oferecendo melhorias em todo processo. E tudo isso acontece a partir da utilização da inteligência de Process Mining, ou mineração de processos, uma técnica que visa descobrir, monitorar e melhorar processos reais, extraindo conhecimento dos softwares empresariais que os hospitais geralmente utilizam em sua jornada diária. 

A partir de Process Mining as instituições de saúde conseguem identificar a causa raiz dos problemas que têm impactado no seu faturamento hospitalar. Por meio de descoberta, com as informações extraídas de sistemas de gerenciamento dos hospitais, são criados modelos reais de forma automática. Essa descoberta se dá a partir do mapeamento de processos que visa descobrir ineficiências, como ofensores de segurança do paciente, desvios, custos e tempos excedentes.  

É possível visualizar a frequência de casos, custos gerados, o tempo gasto e as variabilidades que podem ocorrer durante o tratamento. Essa visão permite que a equipe assistencial consiga prever movimentos e se antecipar a possíveis desperdícios.

A plataforma UpFlux Process Mining realiza o mapeamento da jornada cirúrgica de forma automática

Depois de fazer essa descoberta e plataforma compara os processos reais que o fluxo cirúrgico passa diariamente com modelos previamente definidos como ideais para identificar e diagnosticar ineficiências e problemas no processo. Depois, baseado no que acontece na prática, gera insights para que a gestão hospitalar possa fazer melhorias contínuas na jornada cirúrgica. Isso impacta diretamente no faturamento hospitalar a longo prazo.

Process Mining em números

Para otimizar o faturamento hospitalar e alcançar a meta financeira de uma instituição, monitorar as linhas de cuidado de maneira ampla e generalizada, avaliando todos os casos como médias, pouco gera resultados. Para que esse processo seja efetivo, primeiro, a gestão hospitalar precisa contar com uma inteligência que auxilie a equipe assistencial a organizar seus processos operacionais e, consequentemente, melhorar seu desempenho relacionado aos desafios que citamos anteriormente.  

Por entregar 100% de transparência, a ferramenta de Process Mining auxilia diretamente no suporte operacional. Com essa colaboração é possível conquistar até 72% de redução de não-conformidades em processos. Isso significa, na prática, que as inconformidades encontradas podem ser corrigidas pela gestão hospitalar, reduzindo erros, gerando mais produtividade para a equipe assistencial e levando segurança ao paciente.  

Em outro caso real, a partir da utilização da plataforma UpFlux e do início de um trabalho feito com gestão de processos inteligente, foi possível identificar R$1,5 milhão em oportunidades de redução de custos no Hospital Unimed São José do Campos, no estado de São Paulo. Isso apenas no primeiro mês de aplicação. Esses custos hospitalares poderiam ser reaplicados em outras e garantir uma gestão muito mais eficaz.  

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Como otimizar o ciclo de faturamento hospitalar?

Você sabia que a UpFlux produz conteúdos focados na geração de qualidade e eficiência nos serviços de saúde? Daniel Teixeira, Especialista em Saúde, discutiu em uma live com Richard Lahoz, COO do Grupo Unity (cliente da UpFlux), sobre como otimizar o ciclo de faturamento hospitalar, através da criação de um processo de faturamento robusto e ágil e de linhas de atividades hospitalares organizadas. Confira abaixo!

 

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