Hospitais e Clínicas

Desospitalização: Benefícios, estruturação e orientação por dados

5 de Fevereiro de 2021

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Desospitalização é uma tendência que vêm sendo cada vez mais adotada em instituições hospitalares de todo o mundo, visando um atendimento mais humanizado ao paciente. Esse método oferece uma experiência melhor e mais adequada a enfermos que se encontram em situação considerada estável, prática que valoriza o respeito pela dignidade do ser humano. Embora seja uma ação de grande importância, muitas instituições enfrentam dificuldades em estruturar e implementar um processo eficiente e orientado a evidências técnicas, parâmetros e critérios, que ajudarão a alcançar o melhor desfecho no tratamento. Nesse artigo vamos abordar como realizar a estruturação desse processo com base em dados.

“A desospitalização é um processo que se precisa ser desenvolvido, e quando bem realizado, estruturado e medido, oferece um conjunto de garantias de qualidade e segurança ao paciente.” – Heleno Costa Junior, Superintendente do Consórcio Brasileiro de Acreditação – CBA

O que é Desospitalização?

Podemos conceituar Desospitalização como um processo que consiste na retirada do paciente do ambiente hospitalar para prosseguir com um tratamento domiciliar, que deverá ser feito por um profissional de saúde especializado, cumprindo normas e metas definidas.  O maior objetivo dessa prática é garantir um tratamento com excelência, evitando eventos adversos que podem ocorrer na instituição, como infecções. Dessa forma, a saúde não é agravada e possui maior probabilidade de melhora do quadro.

O tratamento domiciliar – ou home care – oferece uma recuperação mais rápida e menos dolorosa, pois o paciente costuma ser menos resistente aos medicamentos e orientações. Além disso, o enfermo sente maior apoio da família e conforto do seu lar. Esse tratamento pode ser feito também em clínicas familiares, mais recorrente em casos de pacientes idosos.

A UpFlux realizou uma live em parceria com a Eficiência Hospitalista e a CBA – Consórcio Brasileiro de Acreditação, abordando como estruturar um processo de Desospitalização eficiente e orientado a dados, se tornando uma estratégia de redução de custos. Confira abaixo:

Benefícios da Desospitalização

Esse processo promove vários benefícios tanto para a instituição hospitalar quanto ao paciente. Pode parecer irônico que o paciente terá uma recuperação mais eficaz em casa, já que não estará contando com toda a estrutura física do hospital, mas pesquisas mostram o contrário. A monitoração de pacientes em ambiente domiciliar garante uma melhora mais rápida, já que evita a exposição a infecções e outras doenças. O conforto da sua própria casa e o atendimento mais humanizado contribuem para o bem estar mental do paciente. Pesquisas apontam que pacientes cuidados em casa possuem mais estabilidade mental e física do que pacientes internados por longos períodos.

Essa experiência positiva ao paciente por si só já traz benefícios ao hospital, reduzindo as chances de judicialização e retorno do paciente. Além disso, o processo de Desospitalização promove a redução de custos para a instituição, uma vez que diminui os gastos nos processos – assistenciais e de apoio – e eventuais tratamentos durante a internação.

“Desospitalização é o nome de todo um processo que envolve método e planejamento. A partir daí, conseguimos desospitalizar melhor, ter menos eventos adversos, e ajudar a acreditar o hospital.” – André Wajner, CEO da Eficiência Hospitalista

Estruturação

Para implementar uma estratégia de desospitalização eficiente, é necessária a atuação de um time de alta performance composto por profissionais multidisciplinares. O Escritório de Alta Hospitalar deverá identificar pacientes com maior probabilidade de hospitalização prolongada já na admissão, mapear riscos e resolvê-los, a fim de evitar eventos adversos que podem impactar negativamente no tempo de permanência. O time discutirá ações para diminuir os tempos, levando em consideração a qualidade do atendimento ao paciente e a redução de custos do tratamento. É importante deixar claro que aspectos sociais e econômicos também deverão ser considerados, como um espaço domiciliar adequado e a presença de um membro familiar responsável pelo acompanhamento.

É de suma importância que o time tenha os recursos suficientes para realizar essa análise, como uma boa comunicação entre as equipes e uma estrutura tecnológica que facilite a monitoração orientada a dados, permitindo melhores resultados em tempo de permanência, giro de leito e volume de altas, como um suporte a análise eficiente de fluxos de pacientes.

Para saber mais sobre soluções para estruturar seu processo de Desospitalização, leia o artigo Desospitalização Eficiente, do nosso parceiro Eficiência Hospitalista.

Orientação por dados

Segundo dados do Observatório da ANAHP, o tempo de permanência médio de uma população entre 30 a 44 anos é de 2,57 dias. Já em pacientes acima de 75 anos, o tempo médio é de 8,31 dias (ANAHP, 2020). Analisar esses dados na instituição é um dos passos para estruturar uma estratégia de Desospitalização eficiente. Porém, interpretar indicadores durante a jornada do paciente tem sido um desafio para diversas instituições. A falta de dados claros para apoio a tomada de decisão dos gestores se torna um impedimento para a estruturação de um processo eficiente. Nesse sentido, muitos gestores de saúde não possuem as informações necessárias para estruturar processos eficientes, como o de Desospitalização.

Colaborando na compreensão desses dados, a tecnologia de Mineração de Processos atua transformando em conhecimento os dados presentes nos mais diversos Sistemas de Informação. O mapeamento da jornada do paciente e a análise por diversas perspectivas são dois dos fatores que contribuem para uma estruturação de processo eficiente, servindo de apoio a tomada de decisão dos gestores de saúde.

Muito mais do que um sistema de Business Intelligence (B.I.), a Mineração de Processos vai muito além de indicadores, mapeando processos a fundo, identificando tempos, gargalos, desvios, retrabalhos e desperdícios. Essa análise pode reconhecer diferentes populações para identificar os maiores ofensores de custos, como tempo de permanência e serviços consumidos (tomografias, eletrocardiogramas, medicamentos, etc. A solução de Process Mining da UpFlux tem o poder de identificar automaticamente o tempo de permanência, veja abaixo:

Desospitalização - Tempo de permanência

A orientação por dados garante a estruturação de um processo eficiente, o que assegura a qualidade e segurança do atendimento ao paciente, melhorando sua experiência. A Desospitalização é uma tendência mundial de cuidado humanizado, e instituições que souberem implementar essa estratégia, obterão resultados cada vez melhores.

Dúvidas sobre como a tecnologia de Process Mining pode ajudar a estruturar um processo de Desospitalização eficiente? Entre em contato com um dos nossos especialistas!

Referências

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE HOSPITAIS PRIVADOS. Observatório ANAHP 2020. 12. ed. São Paulo, 2020.

CALDEIRA, Helvio. Desospitalização: Uma nova forma de tratar o paciente. Cmtecnologia, 2019. Disponível em: <https://cmtecnologia.com.br/blog/desospitalizacao/>. Acesso em: 29, janeiro e 2021.

MORSCH, José Aldair. O que é e quais são os principais indicadores da desospitalização. Telemedicina Morsch, 2020. Disponível em: <https://telemedicinamorsch.com.br/blog/desospitalizacao>. Acesso em: 29, janeiro e 2021.

UPFLUX. Desospitalização: Estruturação, benefícios e orientação por dados. 2021. (1h16m50s). Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=adzuXSTdSQg&t=1776s>. Acesso em: 29 jan. 2021.


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