Hospitais e Clínicas

Como ter um atendimento eficiente a sepse?

9 de Maio de 2020

• Tempo de leitura: 5 min

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A sepse é uma das principais causas de morte, morbidade e despesa na saúde. Seu manejo ainda é um desafio, já que requer reconhecimento e identificação precoce da infecção, problemas hemodinâmicos e outras disfunções orgânicas. 

Em 2017 a OMS (Organização Mundial da Saúde) reconheceu a sepse como um problema de saúde mundial, com 31 milhões de casos por ano e mais de 6 milhões de mortes. No Brasil, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Latino Americano de Sepse (Ilas) em 81 instituições, houveram 15.652 casos de sepse e choque séptico em 2020, com mortalidade em 32,2% dos casos, o que representa 5.047 pacientes. 

Além de te mostrar o que é a sepse e como prevenir que seu paciente sofra essa condição, nesse artigo você verá a importância da conduta eficiente para combater a sepse. Continue lendo! 

O que é sepse? 

Define-se sepse como uma “disfunção orgânica potencialmente fatal causada por uma resposta imune desregulada a uma infecção”. Em outras palavras, ocorre quando o sistema imunológico gera uma reação inflamatória que provoca uma deficiência no sistema circulatório, não atendendo os órgãos e tecidos, podendo os levar a falência. 

Como consequência, algumas alterações clínicas são identificadas no sistema nervoso central, cardiovascular, pulmonar, urinário, entre outros. 

Já o choque séptico é definido como uma “sepse acompanhada de profundas anormalidades circulatórias e celulares/metabólicas capazes de aumentar a mortalidade substancialmente”. 

Quais são os sintomas da sepse? 

A sepse é uma condição que deve ser diagnosticada o mais precocemente possível, pois quanto maior o atraso, maiores as chances de levar o paciente a morte. Seu diagnóstico se baseia em exames de cultura de urina, secreções e sangue para investigar a origem da infecção. Alguns dos sintomas são: 

  • Falta de ar 
  • Queda da pressão arterial  
  • Aumento da frequência cardíaca 
  • Sonolência, confusão mental e/ou agitação 
  • Vômito 
  • Temperatura acima de 38ºC ou abaixo de 36ºC 

Como prevenir a sepse?

A sepse não é contraída apenas no ambiente hospitalar, podendo também ter origem na comunidade. Algumas ações preventivas simples são: lavar as mãos e punhos sempre que entrar em um local fechado, manter a vacinação em dia e não se medicar por conta própria. 

Já em hospitais, é essencial que existam protocolos e linhas de cuidado estruturadas para melhorar a segurança e qualidade do cuidado ao paciente, evitando que contraia a condição, e se contrair, garantir um diagnóstico e tratamento ágil ao paciente séptico. 

A importância da implementação do protocolo deve-se a elevada prevalência e à elevada taxa de morbidade e mortalidade da sepse, além de ao alto custo relacionado a seu tratamento”

Observatório da Anahp 2021 

Como ter uma conduta eficiente para tratar a sepse? 

A sepse é uma condição que se não tratada de forma adequada, ou seja, de acordo com as melhores práticas e diretrizes clínicas, pode levar o paciente séptico a óbito. É essencial que hospitais e clínicas implementem protocolos e linhas de cuidado para evitar a condição e agir de forma assertiva no tratamento. 

A implementação de protocolos clínicos gerenciados é uma ferramenta útil neste contexto, auxiliando as instituições na padronização do atendimento ao paciente séptico, diminuindo desfechos negativos e proporcionando melhor efetividade do tratamento. 

Hospitais e Prontos Atendimentos estão implementando protocolos gerenciados e guiados pela mineração de processos para atuar na descoberta da jornada do paciente séptico, análise de consumo (medicamentos, exames e materiais), movimentação, permanência e desfecho. 

Essa tecnologia auxilia também na análise de conformidade, identificando se os pacientes estão seguindo os protocolos de forma correta. Por meio da mineração de processos também é possível estabelecer gatilhos para notificação de suspeita de sepse (como prescrição/alteração de exames como Lactato sérico, Hemoculturas e utilização de antibióticos). 

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Porém, a implementação de protocolos clínicos não é o suficiente para garantir o melhor cuidado ao paciente. Para um gerenciamento realmente eficiente da jornada do paciente séptico precisamos identificar: 

  • Quais são os principais focos de infecção 
  • Qual o tempo de permanência desse grupo de pacientes 
  • Qual o volume de consumo de exames e medicamentos 
  • Quais são os custos dessas jornadas 
  • Qual o desfecho desses pacientes em 30 dias ou mais 

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Referências

1. Seymour CW, Liu VX, Iwashyna TJ, et al. Assessment of Clinical Criteria for Sepsis: For the Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA. 2016;315(8):762–774. doi:10.1001/jama.2016.0288

2. Shankar-Hari M, Phillips GS, Levy ML, et al. Developing a New Definition and Assessing New Clinical Criteria for Septic Shock: For the Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA. 2016;315(8):775–787. doi:10.1001/jama.2016.0289

3. ILAS. Instituto Latino Americano de Sepse. Materiais. 2018. Disponível em: <https://www.ilas.org.br/materiais-adulto.php>


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